Grupo Bambozzi, 100 anos de evolução
 

          Imagine esses ingredientes: oportunidade, crença, vontade e determinação. Imagine outros: fibra, visão de mercado, domínio de técnicas, criatividade e execução. Continue imaginando e coloque todos eles num recipiente com água e leve ao fogo. Espere. Tempere essa mistura com devoção e amor. Coloque-a em outro recipiente, artisticamente construído. Deixe esfriar para que a mistura se solidifique. Agora, pegue a solda e escreva na face desse nobre prato, com muito carinho, um nome: Bambozzi.

          Obviamente, ingredientes corretos são fundamentais para se fazer um prato fino. Para atingir a notoriedade, muito tempo é necessário; há toda uma jornada seqüente. Há constituição de uma história sacramentada. Sim, percalços surgem na contramão do caminho. É necessário reduzi-los, elimina-los e seguir adiante, porque a cabeça pensa e o corpo ativo transpira para outros pratos nobres.

          O Grupo Bambozzi sabe disso e abre perspectivas, aos seus 100 anos de vida. Ao olhar para trás e reviver seus passos, o sábio Grupo Bambozzi aprende, colhendo lições e usando-as para conquistar o futuro, aliando o que está consolidado com o novo, sob o trabalho dos seus conselheiros, diretores e de cada um dos seus funcionários, protagonistas e figurantes de um roteiro verídico e inspirador.

          É um legado esse centenário do Grupo Bambozzi... é uma história exemplar não só para Matão, mas para a sociedade brasileira, para quem está dos lados de lá dos oceanos. E além mar, lá vai a marca Bambozzi, levando durabilidade, economia, confiança e inovação, superando as exigências do mercado. Mais do que isso, a marca Bambozzi tem intrínseca uma saga, iniciada lá em Ósimo (Itália).

 
DO ADRIÁTICO
 

          Banhada pelo Mar Adriático, a região italiana de Marche contempla Ósimo, província de Ancona. Um casal da Família Bambozzi e quatro filhos decidem vir ao Brasil. Após duradoura viagem a bordo do navio Washington, Ângelo Bambozzi, Maria Trovanelli Barbi Bambozzi e os quatro filhos - Basílio, Rosa, Ferdinando e Gerônima - desembarcam em Santos no dia 18 de janeiro de 1898, ficando na 'Hospedaria dos Imigrantes', onde são escolhidos para trabalharem como colonos numa fazenda de Analândia, município entre Rio Claro e São Carlos.

          Alcunha de 'artistas' (aqueles que fazem muitas coisas) nos documentos, os insatisfeitos Bambozzi saem de Analândia, ficam pouco tempo em Dobrada e se estabelecem em Matão, já com a pequena Amélia (a filha caçula) entre eles. Aqui, compram um sítio de 10 alqueires, localizado na atual vicinal 'Carl Fischer', perto da antiga Pedreira. Ângelo e os filhos mantêm atividade intensa na extração da seda, numa época com constante trânsito de carroceiros e tropas de bois nas margens da propriedade, próxima a uma bifurcação.

 
BROTAR
 

          Basílio (com 26 anos de idade) e Ferdinando (19 anos) montam uma oficina de consertos na beira da 'Boiadeira'. Surge no dia 15 de junho de 1910 o início de uma história: a 'Officina Irmãos Bambozzi', que conserta, principalmente, implementos agrícolas, carroças, armas de fogo. Basílio e Ferdinando cativam clientes pelo jeito de serem e pela fidelidade gerada por seus produtos e serviços. Aquilo que produzem e consertam dura muito.

          Em 1920, a 'Officina Mechanica e de Electricidade em Geral de B.Bambozzi & Irmão Ltda' é instalada no perímetro urbano central de Matão, especificamente na esquina da Avenida 7 de Setembro com a Rua João Pessoa. Respectivamente com 36 e 29 anos de idade, os autodidatas Basílio e Ferdinando Bambozzi, fabricam arados, carpideiras, bico de pato para capinar e arar cafezais, carpideira de três enxadas muito leves e de funcionamento garantido e outros produtos.

 
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