Previsão do PIB cai pela 12ª semana e fica em 0,79%, diz BC
18/08/2014
 
A projeção para o crescimento da economia neste ano caiu mais uma vez, de 0,81% na semana passada para 0,79% nesta semana. Já é a 12ª semana seguida em que a previsão é cortada.

Na semana passada, o BC divulgou o IBC-Br, que é considerado uma prévia do PIB, apontando um recuo de 1,48% da economia em junho, e queda de 1,2% no segundo trimestre.

A estimativa é calculada com base nas projeções de economistas das principais instituições financeiras do país, consultados pelo Banco Central para o Boletim Focus.

Na edição desta segunda-feira (18), os economistas mantiveram quase estável a projeção de inflação, que foi de 6,26% na semana passada para 6,25% nesta semana.

De acordo com os últimos dados oficiais disponíveis, o IBGE informou que a inflação em julho foi a menor desde 2010, uma vez que os preços ficaram quase estáveis em relação a junho.

O objetivo do governo é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (ou seja, oscilando entre 2,5% e 6,5%).

Em relação aos outros indicadores, as previsões ficaram inalteradas: a projeção para a Selic, a taxa básica de juros, continua em 11%; e a da cotação do dólar se mantém em R$ 2,35.

Na ata da última reunião de política monetária, o BC afirmou que vê a inflação desacelerando no longo prazo, sem a necessidade de alterar a taxa básica de juros.

Previsão para juros em 2015 recua
Para o ano que vem, os economistas reduziram a projeção para a Selic, a taxa básica de juros, de 12% para 11,75%.

As estimativas para os outros indicadores foram mantidas: para o PIB, em 1,2%; para a inflação, em 6,25%; e para a cotação do dólar, em R$ 2,50.

Entenda o que é o boletim Focus
Toda segunda-feira, o Banco Central (BC) divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.

Mais de cem instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.

Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados (desprezando os menores e os maiores valores).

 
 
 
 
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