Indústria vive 'um dos piores momentos da história', diz CNI
20/08/2014
 
A indústria brasileira – que em junho teve sua quarta queda mensal consecutiva – vive "um dos piores momentos de sua história", segundo Robson Braga Andrade, presidente da Confederação Nacional do setor (CNI).

“Estamos vivendo talvez um dos piores momentos da nossa história. Estou como empresário há 37 anos, mas não me lembro de ter passado um período tão difícil como passamos no ano passado e esse ano", disse Braga nesta terça-feira (19), em evento no Rio de Janeiro.

De acordo com ele, a perspectiva é que a indústria brasileira cresça este ano abaixo de 1%, entre 0 e 0,8%. A previsão já foi de 3%. “Esse ano na indústria estamos perdidos. A indústria brasileira vai crescer abaixo de 1%. Vai ficar entre zero e 0,8%, enquanto a gente tinha uma expectativa de ter um crescimento mais vigoroso”, afirmou.

Braga explicou que há diversos motivos para uma resultado tão abaixo da expectativa e acrescentou que “está começando a ter demissões nos principais setores”.

“A carga tributária elevada, o problema da nossa burocracia, a falta de crédito, o câmbio brasileiro muito inadequado para a indústria brasileira, juros elevados, quer dizer, todos esses fatores foram responsáveis por uma atividade baixa da indústria”, explicou.


Expectativa para 2015
Para 2015, a CNI espera que o crescimento da indústria brasileira seja de 1,5% a 2%. No entanto, ele ressaltou que existe uma expectativa do Banco Mundial de que o Brasil possa crescer 3%, a 3,2% no próximo ano.

“Eu acho muito difícil, a previsão nossa é de 1,5% a 2% para a indústria, agora para a economia brasileira como um todo, crescer mais de 3% eu acho muito difícil. Se bem que se você comparar com esse ano, nós vamos estar partindo de uma base muito baixa. Então, essas coisas são um pouco relativas. Dependa das comparações que nós vamos fazer”.


Segundo trimestre de 2014
Ainda de acordo com o presidente da CNI, o segundo trimestre de 2014 para a indústria “é um fracasso” devido às quedas nas vendas da indústria automobilística, a redução do aço, e do setor elétrico eletrônico.

“A indústria automobilistica está caindo 30%, o aço está reduzindo, o setor elétrico-eletrônico também está reduzindo e as últimas notícias dão certo a redução também do consumo tanto no varejo quanto no atacado e isso na indústria significa não reposição de estoques, então significa não produção de novos produtos para colocar no mercado”, concluiu.

Propostas ao novo governo
O presidente da confederação informou ainda que entregou em julho, aos candidatos à presidência, 42 projetos para impulsionar o setor industrial, e que “todos se comprometeram com as propostas que nós apresentamos”.

“A gente não tem nenhuma proposta que seja conceitual. Todas são bem definidas sobre o que precisa ser feito, e como fazer. Se precisar de mudança de lei, estamos sugerindo a lei, a lei está pronta. Se precisar mudar portaria, tudo está pronto. Nisso, tivemos respaldo muito grande de todos os candidatos”, afirmou.

 
 
 
 
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