Governo quer viabilizar produção de etanol de milho no Centro-Oeste
10/11/2014
 
A produção de etanol de milho entrou no foco do governo, que já deu aval a quatro novos projetos que terão financiamentos do BNDES.

Neri Geller, ministro da Agricultura, diz que a pasta trabalha com várias ações e que a evolução desse setor é importante para viabilizar o avanço da produção de milho no país e aumentar o valor agregado do cereal.

Os novos projetos estão localizados no Centro-Oeste, a nova fronteira na produção de milho. Sem incentivo para uma industrialização do produto, a produção na região cairá, devido às dificuldades de escoamento.

"Essas ações são necessárias para que haja uma sustentabilidade econômica da atividade", diz o ministro.

Além do incentivo à produção de etanol de milho, o governo busca também facilitar a comercialização do cereal por meio de contratos de opções, melhoria na logística e abertura de novos mercados para agregação de valor.

Um dos entraves até agora no apoio do governo a esse setor eram os acordos internacionais na área de segurança alimentar. A viabilização da produção de etanol de milho permitirá ao país utilizar o excedente de produção para o combustível.

Além disso, boa parte dos resíduos irá para a alimentação animal, setor em que o país ganha corpo no mercado externo, segundo Geller.

O milho utilizado na produção de etanol não competiria com o destinado à alimentação porque o país tem espaço para a agregação de novas áreas de plantio.

Esse aumento de espaço viria principalmente das áreas de pastagens subutilizadas.
Se o país agregar mais tecnologia na produção e adubar aqui como se faz nos Estados Unidos, poderá elevar em muito a área de plantio, de acordo com o ministro.

A posição do ministério é um alívio para os produtores, que viam falta de apoio do governo na produção de milho de etanol devido a acordos internacionais na área de segurança alimentar.

O tema é importante e deve estar presente nas discussões diárias, mas o governo tem de se posicionar com firmeza diante deles, segundo o ministro. E acordos que não são bons para o produtor estão sendo revistos.

Um dos passos foi fornecer crédito para esses projetos, o que já está sendo feito por meio do BNDES, afirma.

A política do governo para o setor sucroenergético tem sido criticada, no entanto, pelos produtores do combustível proveniente de cana.

Usina flex estende atividade na produção
A partir da safra 2011/12, a Usimat, usina projetada para processar cana, passou também a fazer etanol de milho. Situada em Campos de Júlio (MT), usou 15 mil toneladas de milho naquela safra e deverá processar 110 mil nesta.

Finda a safra de cana, a usina produz etanol com milho e sorgo. A viabilidade da usina flex depende de custos da matéria-prima e de preços de venda dos produtos obtidos --etanol, óleo e ração.

A localização ideal para esses projetos é onde há oferta de matéria-prima e demandas por etanol e por ração.

Sérgio Barbieri, diretor da empresa, diz que a produção flex traz benefícios porque na entressafra da cana a usina se mantém ativa com o processamento dos cereais.
"A condição de a Usimat operar com cana e cereais nos permitiu ter resultados", diz.
Mas a situação do setor em Mato Grosso não é confortável. O Estado produz mais etanol do que consome e o passeio do combustível o torna menos competitivo.
A legislação exige que o etanol passe por uma distribuidora. O etanol sai de Campos de Júlio, roda 610 km até Cuiabá e volta ao mesmo lugar.

O desafio é trabalhar para elevar o consumo e para que o setor tenha regras definidas por ao menos cinco anos, diz Barbieri. "É preciso, também, fazermos o dever de casa com mais produtividade e redução de custos"

Autor: Folha de S. Paulo

 
 
 
 
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