Risco de faltar energia no SE e CO sobe para 7,3%, diz governo
05/02/2015
 
O risco de faltar energia no Sudeste e Centro-Oeste atingiu em fevereiro o índice mais alto dos últimos anos. De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), do governo federal, esse risco é hoje de 7,3%. Em janeiro, era de 4,9%.

A informação foi divulgada em nota pelo comitê, que se reúne desde o meio da tarde na sede do Ministério de Minas e Energia, em Brasília. Para a região Nordeste, diz a nota, o risco de faltar energia é de 1,2%, o mesmo índice do mês passado.

No documento, o CMSE também traça um cenário de risco de déficit de energia considerando “o despacho pleno das térmicas em 2015.” Nesse caso, o risco cai para 6,1%, no Sudeste e Centro-Oeste, e para 0%, no Nordeste.

Térmicas, ou termelétricas, são usinas que geram energia por meio da queima de combustíveis como óleo e gás natural. Elas ajudam a poupar água de reservatórios de hidrelétricas, mas produzem eletricidade mais cara, que provoca aumento nas contas de luz. Elas vêm sendo mantidas ligadas desde o final de 2012 e respondem hoje por cerca de 20% da energia consumida no país.

Crise
A crise no setor elétrico, que elevou o risco de racionamento, é causada pela queda acentuada no nível dos reservatórios das principais hidrelétricas do país, que ficam justamente no Sudeste e Centro-Oeste. Por isso o risco de faltar energia nas duas regiões é maior.

Essas hidrelétricas respondem por cerca de 70% da capacidade do país de gerar energia e estão com baixo nível de armazenamento de água devido à falta de chuvas. Conforme o G1 antecipou nesta quarta (4), essas usinas receberam em janeiro de 2015 o menor volume de água para o mês em 85 anos.

Integrado por representantes do governo, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entre outros órgãos, o CMSE se reúne uma vez por mês para avaliar a situação do sistema elétrico nacional.

Sistema equilibrado
Apesar da elevação no risco de faltar energia no país, na nota o CMSE avalia que “o sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas [de transmissão] e subestações.”

O CMSE afirma ainda que “o Sistema Interligado Nacional (SIN) dispõe das condições estruturais para o abastecimento do país, embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável no período úmido do ano anterior.”

Autor: Fábio Amato | Do G1, em Brasília

 
 
 
 
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