Governo ampliará a oferta de obras de geração de energia, diz ministro
11/03/2015
 
O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, mostrou nesta segunda-feira (9) diretrizes do governo federal para o setor elétrico durante o Congresso Brasileiro da Construção, na Fiesp, em São Paulo.

“Num ano em que as questões hídricas têm sido um grande desafio para nosso setor é importante que a energia seja debatida para termos noção clara da nossa situação”, disse a empresários ligados à indústria da construção civil.

Braga destacou que para melhorar o sistema energético, o governo intensificará as obras em linhas de transmissão, ampliará a oferta de obras de geração de energia e incentivará boas práticas de uso eficiente de energia e ampliação da geração distribuída.

A previsão de Braga para 2018 são de 234 obras, totalizando 29.813 km de extensão em linhas de transmissão. Entre as obras em andamento citadas pelo ministro está a ampliação da interligação Norte/Nordeste com o Sudeste, que engloba atualmente 105 obras e preveem mais 9.700 km de linhas de transmissão.

Outras providências para o setor energético incluem o cumprimento do cronograma de motorização das usinas de Santo Antônio, Jirau, Teles Pires e Belo Monte, entre outras, e do calendário de leilões neste ano, além do aumento da geração de energia no setor sucroenergético e expansão da geração distribuída, segundo o ministro.

Braga anunciou leilões de energia de fontes alternativas para abril e julho de 2015 envolvendo biomassa, eólica, hidro, gás natural e carvão mineral. Já são 1.182 projetos apresentados, segundo dados do Ministério das Minas e Energia.

O ministro anunciou ainda o lançamento, na semana que vem, de um guia de eficiência energética nas edificações públicas para combate ao desperdício. “Não basta melhorar a geração e distribuição, mas melhorar a eficiência no consumo elétrico”.

Panorama
Braga fez um panorama do setor elétrico para os empresários. Ele mostrou por meio de gráficos as afluências críticas no período chuvoso para comprovar os piores registros de chuva nos últimos 82 anos, quando começou a avaliação.

Segundo o ministro, em 2014, foi o 3º pior mês de janeiro no registro de chuvas, o 2º pior fevereiro e o 7º pior mês de março. Já em 2015 houve o pior mês de janeiro em termos de chuvas em 82 anos de avaliação e o 6º pior fevereiro.

Braga ressaltou que houve expansão recorde em 2014 de 7.509 MW no caso da geração de energia das hidrelétricas. Já nas térmicas o aumento da capacidade foi de 413% entre 2001 e 2014, de 5.127 MW para 22.121 MW. No caso das eólicas, o ministro prevê expansão de 66% entre 2014 e 2015 - de 4.888 MW para 8.114 MW. Em 2001 a capacidade era de 21 MW – crescimento de 23.000% até 2014.

O ministro das Minas e Energia falou sobre os limites de intercâmbio de energia entre as regiões do país. Segundo ele, o intercâmbio triplicou do Norte para o Nordeste, dobrou do Sul para o Sudeste e Centro-Oeste e quadruplicou do Norte e Nordeste para o Sudeste e Centro-Oeste.

Braga informou ainda que o crescimento da rede de transmissão foi de 80% entre 2001 e 2014 – de 70.034 km para 125.833 km. Entre 2003 e 2014, o crescimento foi de 4.440 km ao ano. Já entre 1996 e 2002 foram 1.562 km ao ano. Só em 2014 houve o acréscimo de 8,8 mil km.

O ministro falou ainda sobre o risco estrutural de déficit de energia no país, que atualmente é de 5%. Em 2001 o risco no Sudeste era de 6,1%, e em 2015 é de 1,2%”, informou.

Autor: Marta Cavallini | Do G1, em São Paulo

 
 
 
 
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